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Torre da Cadeia/Muralha/Torre de S. Paulo
Em 1359, dá-se a passagem da vila com cerca cavada a vila amuralhada. É nesta data que é lançada a 1ª pedra da futura “praça-forte”, sendo o rei D. Pedro I; é-lhe portanto reconhecida a importância de fundação militar de defesa, que naturalmente deve ter sido, sendo portanto a “cerca de muros” a confirmação e consolidação dessa função de defesa (de passagem).
Esta cerca estaria concluída por volta de 1370, sendo rei D. Fernando, e era constituída por 9 torres ameadas e cortada por 6 portas.
Em 1787, inicia-se a demolição da muralha e, por acórdão da Câmara Municipal, em 1803, a demolição de todos os muros da vila. De 1807/1857 dá-se o derrube da maioria das Torres da Muralha. Este processo de demolição justificou-se devida à perda de significado de Ponte de Lima enquanto reduto defensivo. A anulação da barreira física (muralha), é o preço a pagar pela concretização dos novos conceitos urbanos. A vila vai-se abrindo ao rio, assumindo um carácter cénico, que se acentua com a construção do Largo de Camões, em 1865, o que motivou o soterrar dos dois últimos arcos da Ponte Românica.
A torre conhecida pela da cadeira, de secção quadrangular com muros muiot largos apresenta trê sentradas: uma ao nível do passeio público, sobranceiro ao rio, outra ao nível do coroamento da muralha e uma terceira a um nível superior, acessível por escadaria de pedra que arranca do coroamento da mesma.
Fonte: Região de Turismo do Alto Minho
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